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quinta-feira, 25 de abril de 2013

LUIS TCHÊ AFIRMA QUE O SEQUESTRO DE CARBONO FRACASSOU E MANEJO FLORESTAL E UMA FORMA DE BURLA A LEI

Com o início da derrocada da propalada “economia verde” que poderá culminar no golpe final no já cambaleante mercado europeu de créditos de carbono, a preocupação com os investimentos perdidos no setor começa a chegar ao Acre, um dos estados que mais investiu no sequestro de carbono. Diante do provável colapso deste mercado, políticos já se mobilizam para defender a produção e o desmate como alternativa de desenvolvimento.
O deputado estadual Luis Tchê (PDT), um dos defensores do pagamento de uma compensação pela preservação das florestas no Estado, falou nesta quarta, do provável fim do sonho dos créditos de carbono e sobre a crise que enfrentada no Acre, que de acordo com ele, está impedido de crescer pela preservação exagerada. Para o pedetista, a solução para os problemas financeiros das cidades acreanas é apostar na produção como forma de desenvolvimento.
“Não é justo que os grandes estados ostentem riquezas, enquanto a economia no Acre é engessada em detrimento da preservação que eles não fizeram. Este é um preço muito alto para um Estado pequeno que depende dos repasses federais. A produção é a saída para esta crise que se avizinha a cada dia. Precisamos aquecer o setor produtivo. Estamos falando da sobrevivência econômica de pessoas”, diz Tchê.
Segundo Tchê, os projetos de sequestro de carbono, que foram apresentados pelo Governo do Acre, como uma forma de trazer recursos para o Estado foram sufocados pela crise europeia. Para o deputado, os países europeus preferem salvar a própria pele. Que investir do Acre. “A tonelada de Carbono que chegou a valer 30 euros, hoje vale pouco mais de 2 euros. Sem contar que nenhum centavo chegou de crédito de carbono para investimentos”, destaca.
Questionado se ele estaria defendendo o desmatamento para ampliar a produção e incentivar o agronegócio no Estado, Luis Tchê disse que a medida pode a princípio ter este sentido, mas que é necessário investir na produção e, para isso, o Acre teria que repensar o modelo de preservação praticado atualmente. “Só a partir dai poderemos pensar em desenvolvimento. A verdadeira sustentabilidade é poder crescer explorando o que temos”, enfatiza.
“As perguntas que ficam são as seguintes: o que o Acre está ganhando com esta preservação que multa pequenos produtores e imobiliza o agronegócio? Até que ponto  temos que fazer sacrifícios pelos estados que devastaram para  se desenvolver? Não seria justo o Acre ter um acréscimo em seu FPM, para manter esta preservação? Em todos os cantos observamos esta correria para preserva a floresta, e o homem onde fica?”, questiona Tchê.
O parlamentar falou ainda dos projetos de manejo florestal, implantados desde a administração do ex-governador Jorge Viana (PT), que teria o objetivo de gerar receita para os donos de pequenas propriedades e fazer o desmatamento controlado. “O manejo florestal é uma forma de burla a lei e desmatar sem passar pelos rigores do código florestal. Só quem está ganhando dinheiro com o manejo, são os grandes. O pequeno produtor é obrigado a preservar, não desmatar e ainda assiste as riquezas de suas terras serem retiras a valores insignificantes”.
O pedetista disse que muitos projetos falharam em proporcionar o desenvolvimento sustentável do Acre. Para ele, o Estado não pode viver a mercê de projetos fracassados, como é o caso do crédito de carbono, que teria sido criada uma agência para tratar o assunto e o Governo do Acre gastou dinheiro com a iniciativa que não teria saído do papel. “Chegou o momento de pensarmos grande. Desenvolvimento só se faz com produção”.
Revisão da dívida do Estado
Outra medida que Luis Tchê defende com intransigência é a renegociação da dívida do Acre com a União. O deputado informou que a OAB está entrando na briga e vai pedir a revisão dos valores que o Acre deve. “Pode ser que já tenhamos pagado esta dívida. Enquanto políticos entram em debates menores, deveriam discutir esta questão. Pagamos juros extorsivos de um dinheiro que sai dos nossos impostos. Precisamos pedir a revisão de dívida, e se temos que preservar para manter o equilíbrio dos estados que devastaram suas florestas, que recebamos esta compensação da União”, finaliza.
Fonte: Jornal ac24horas

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