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sábado, 15 de agosto de 2015

SEM ACORDO, GREVISTAS DA EDUCAÇÃO FILIADOS AO PT NO AC DEIXAM PARTIDO

A falta de um acordo entre os servidores da Educação ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e o governo do estado, levou oito sindicalistas que fazem parte da diretoria do sindicato a pedirem desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), nesta sexta-feira (14). Presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, que sai após 12 anos de militância no partido, diz que resolveu entregar a carta de desfiliação à legenda por não concordar com a postura do governo, que tem à frente o petista Tião Viana, com relação à greve da categoria.
"Não posso continuar filiada a um partido que tem um governo que atropelou e humilhou a Educação, usou do terror e foi antidemocrático. Eu defendo governos democráticos e não governos ditadores. Não poderia continuar filiada, porque significaria que eu concordo com essas atitudes, e eu não concordo", afirma a sindicalista.
Após mais de 20 anos filiada ao PT, a professora aposentada Zuila Assef, de 63 anos, que faz parte da diretoria do Sinteac, é outra que concorda com a colega de sindicato.
"Nós fomos humilhados. O que o governador fez com a categoria da Educação não temos palavras para descrever. Nunca fomos ameaçados como aconteceu agora. Desde quando não tinha nem partido, eu já militava nesse grupo. Aí quando chegam no governo, eles se tornam piores do que os da direita", diz Zuila.
Tesoureiro da Central Única de Trabalhadores no Acre (CUT-AC), Luca Assunção Monteiro, de 20 anos, é outro que resolveu deixar a legenda, após quatro anos filiado ao partido. Ele fazia parte da direção da juventude do Partido dos Trabalhadores, que se posicionou a favor da greve dos profissionais da Educação e contra a forma como o governo vinha conduzindo a greve. O tesoureiro diz que após esse posicionamento, ele passou a ser perseguido dentro do partido.
"Não tem mais condição. O PT foi criado para ser um partido socialista, comunista, para defender o proletariado, e hoje se mostra um partido que cada vez mais defende a burguesia. É uma espécie de ditadura dentro do próprio partido", finaliza.

Procurado pelo G1, o presidente do Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores no Acre, Ermício Sena, disse que embora a direção respeite a decisão dos ex-filiados, essa seria uma posição pessoal da presidente do Sinteac e que foi seguida por um grupo pequeno.

"A vida partidária dela estava mesmo insustentável porque ela não concorda com o apoio que o PT dá ao nosso governo e ao governador Tião Viana", diz.

Ele ainda defende a posição do governo ao longo da greve. "Ela [Rosana] saiu da mesa de negociação no momento em que o governo ainda negociava e não avançou mais. O PT foi fiel à classe trabalhadora, pois, sempre buscou o governo para manter as portas abertas ao diálogo. Ela é presidente do sindicato, mas não é dona dele, inclusive temos muitos petistas ainda lá dentro. Tanto que ela disse que traria 200 fichas de desfiliação e trouxe oito", afirma.

G1 entrou em contato também com o governo do Acre, que informou que não vai se manifestar sobre o caso.

Entenda o caso
Desde o dia 17 de junho, professores e funcionários de escolas, vinculados ao Sinteac, decidiram entrar em greve no Acre. Os educadores ligados ao Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre (SinproAcre) aderiram à paralisação no dia 19 do mesmo mês.

A categoria, como um todo, reivindica 25% de reajuste salarial, pagamento do Programa de Valorização Profissional (VDP) e do piso nacional para os outros servidores de escola. Além disso, quer um aumento de 20% sobre o piso e realização de concurso público para cargos efetivos.

Já os servidores da Ufac aderiram ao movimento nacional e deflagraram greve no dia 29 de maio, no campus de Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. Dentre as reivindicações, a categoria melhores condições de trabalho e valorização salarial. Os docentes são contra o risco da contratação de profissionais terceirizados e defendem a autonomia da instituição.

Por fim, os servidores do Ifac estão aderindo à greve aos poucos. No dia 13 de julho, paralisaram as atividades a Reitoria e o campus Xapuri. O campus Baixada do Sol entrou em greve no dia 29 de julho. Já o campus Sena Madureira ingressou no movimento no dia 3 de agosto. Por fim, os campus de Cruzeiro do Sul e do conjunto Xavier Maia, em Rio Branco, ainda estão em atividade.
G1.com/Acre

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